Controle da Secreção da prolactina

Pelo Dr. Ananya Mandal, DM

A Dopamina é um neurotransmissor liberado pelo cérebro que desempenha um número de papéis nos seres humanos e nos outros animais. Entre algumas das funções notáveis estão:

  1. O movimento
  2. A memória
  3. A recompensa agradável
  4. O comportamento e cognição
  5. A atenção
  6. A inibição de produção do prolactin
  7. O sono
  8. O humor
  9. A aprendizagem

O excesso e a deficiência deste produto químico vital são a causa de diversas doenças. A doença de Parkinson e a toxicodependência são alguns dos exemplos dos problemas associados com níveis anormais na dopamina.

Onde é produzida a dopamina?

A Dopamina é produzida nos neurônios dopaminergicos na área tegmental ventral (ATV) do mesencéfalo, na substantia nigra pars compacta, e no núcleo arqueado do hipotálamo.

A dopamina no movimento

A parte do cérebro que contem os gânglios basais regula o movimento. Os gânglios basais dependem por sua vez de uma determinada quantía de dopamina para desempenhar a sua função na eficiência máxima. A acção da dopamina ocorre mediante os receptores dopaminérgicos, D1-5.

A Dopamina reduz a influência via indirecta, e aumenta as acções do caminho directo dentro dos gânglio bàsais. Quando há uma deficiência na dopamina no cérebro, os movimentos podem tornar-se atrasados e descoordenados. Porém, se há um excesso de dopamina, o cérebro faz com que o corpo faça movimentos innecessários, tais como tiques repetitivos.

A Dopamina no comportamento a procura do prazer

A Dopamina é o produto químico que fornece a sensação de recompensa no cérebro. É liberada durante situações agradáveis e estimula a procura da atividade ou a ocupação agradável. Isto significa que o alimento, o sexo, e diversas drogas illícitas estimulam igualmente a liberação da dopamina no cérebro, particularmente nas áreas tais como o núcleo accumbens  e, o córtex pré-frontal.

Dopamina e o apego

A Cocaína e as anfetaminas inibem a recaptação da dopamina. A Cocaína é um competidor do transportador da dopamina que inibe reabsorbção da dopamina aumentando a presença desta.

As anfetaminas aumentam a concentração de dopamina na fenda sináptica, mas por um mecanismo diferente. As anfetaminas são similares em estrutura à dopamina, e dessa forma podem entrar no neurônio pré-sináptico através de seus transportadores da dopamina. Entrando, as anfetaminas forçam as moléculas de dopamina a sair das suas vesículas de armazenamento. Aumentando a presença de dopamina estes conduzem ao aumento dos sentimentos agradáveis e ao apego.

A dopamina na memória

Os níveis de dopamina no cérebro, especialmente no córtex pré-frontal, ajudam à melhora da memória de trabalho. Contudo, precisa de um equilíbrio delicado porquanto uma escassez o um excesso para os níveis normais a memória sofre.

A dopamina na atenção

A dopamina contribui ao foco e à atenção. A visão estimula uma resposta dopaminérgica no cérebro e esta estimula uma pessoa a focalizar-se, e a dirigir a sua atenção. A Dopamina pode ser responsável na determinação da informação que queda registrada na memória a curto prazo baseando-se numa resposta imaginada a determinada informação. Acham, que as concentrações reduzidas de dopamina no córtex pré-frontal podem contribuir ao transtorno de deficit de atenção.

A dopamina na cognição

A Dopamina nos lobos frontàis do cérebro controla a circulação da informação a outras áreas do cérebro. Os Distúrbios da dopamina nesta região conduzem à diminuição das funções neuro-cognitivas, especialmente da memória, a atenção, e a resolução de problemas.

Os receptors D1 e D4 são responsáveis dos efeitos acrescimento da dopamina. Algumas das medicações antipsicóticas usadas em doenças como a esquizofrenia actuam como antagonistas da dopamina. Uns antipsicóticos “típicos” o clássicos, actuam geralmente nos receptors D2, enquanto as drogas atípicas também actuaram nos receptores D1, D3 e D4.

Controle da Secreção da prolactina

A Dopamina é o inibidor neuroendócrino principal da secreção da prolactina desde à adenoipófise. A Dopamina produzida pelos neurônios no núcleo arqueado do hipotálamo é secretada nos vasos sanguíneos hipotalâmicos hipofisiários da eminência mediana, que fornecem a glândula pituitária. Isto actúa nos lactotropos, as cédulas que produzem o prolactin. Estas cédulas podem produzir o prolactin na ausência de dopamina. A Dopamina é chamada ocasionalmente factor de inibição da prolactina(FIP), hormônio inibidor da prolactina (HIP), ou o prolactostatina.

Funcionamento Social

A baixa ligação do receptor D2 é observado em pessoas com ansiedade ou fobia social. Algumas características da esquizofrenia negativa (retirada, apatia, anhedonia sociais) provavelmente são relacionadas a um baixo estado dopamínico em determinadas áreas do cérebro.

por outro lado aqueles com doença bipolar em estados maníacos tornam-se hiper-social, assim como hipersexual. Isto é creditado a um aumento na dopamina. A Mania pode ser reduzida por antipsicóticos bloqueadores da dopamina.

Níveis e psicose da Dopamina

A transmissão anormalmente elevada de dopamina tem sido ligada à psicose e à esquizofrenia. Os antipsicóticos típicos e atípicos trabalham sobretudo inibindo a dopamina ao nível do receptor.

Processamento da Dor

A Dopamina joga um papel na dor, processando-a à múltiplos níveis do sistema nervoso central. Isto inclui a medula espinal, a substância cinzenta periaqueductal (PAG), o Tálamo, os gânglios básais, o córtex-insular, e o córtex cingulado. Os Baixos níveis de dopamina são associados com os sintomas dolorosos que ocorrem freqüentemente na doença de Parkinson.

Dopamina na náusea e no vômito

A Dopamina é um dos neurotransmissores implicados no controle da náusea e do vômito através de interacções na zona do disparador do quimio-receptor. O Metoclopramide é um antagonista do receptor D2 e impede a náusea e o vômito.

Revisto por April Cashin-Garbutt

Fontes

  1. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17600522
  2. http://www.cellbio.duke.edu/faculty/Caron/labsite/PDF%20files/Receptors%20dopamine/MissaleDARrev.pdf
  3. http://psych.colorado.edu/~oreilly/papers/frankoreilly06.pdf
  4. http://tauruspet.med.yale.edu/staff/edm42/courses/ENAS_880_2011/papers/GJ-Wang-Lancet-2001-obesity.pdf
  5. http://dionysus.psych.wisc.edu/CourseWebsites/PSY741/Articles/Craving/BerridgeK2007a.pdf
  6. http://www.uni-ulm.de/fileadmin/website_uni_ulm/med.inst.010/bliss-pdf/nrn_may2008_research_highlight.pdf
  7. http://128.196.98.170/pubs/Dopamine-HBTNN2e-preprint.pdf

Leitura Adicional

  1. O que é a Dopamina?
  2. Bioquímica da Dopamina
  3. Uso Terapêutico da Dopamina

Last Updated: Oct 27, 2015

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Comments

  1. Ryan Walsh Ryan Walsh United States says:

    Thank you, I very much enjoyed your article and look forward to reading it more thoroughly. I think it's definitely going to help with my A&P "brain" exam. Smile

  2. Gregory L Gregory L United States says:

    Great article!!!

  3. Yolotl Xochitl Yolotl Xochitl Mexico says:

    interesting article

  4. Sandra Belalcazar Sandra Belalcazar Colombia says:

    importante  para comprender las adicciones........

  5. Milagros Sefair Milagros Sefair Argentina says:

    Excellent article. We need to know our natural substances for self-healing. The human body in its intelligent structure, provides us with all the elements. Why then ingest foreign substances to our body ? Perhaps in this tourist trip inside ourselves that the key to a life without drugs.

  6. William Thomaz William Thomaz Brazil says:

    When you climax is there an increase of dopamine in the snapses?

  7. Farhad Mahini Farhad Mahini Netherlands says:

    In Parkinson the patient has little dopamine. However in PD non-motor symptoms, like delusions, anti-psychotic drugs are perscribed which according to above should decrease level of dopamine. Is this not a contradiction?

The opinions expressed here are the views of the writer and do not necessarily reflect the views and opinions of News-Medical.Net.
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