Um estudo realizado em 346 de 19 meses de idade, os gêmeos por uma equipe internacional liderada pelo professor Universite Laval de psicologia Michel Boivin revela que as bases genéticas e ambientais da resposta hormonal ao estresse depende do contexto em que uma criança cresce.
Esta é a primeira vez que tal efeito tem sido relatada em seres humanos jovens. Os pesquisadores explicam os detalhes de suas descobertas na última edição do Archives of General Psychiatry.
O estudo mostra que, para as crianças que crescem em um ambiente familiar favorável, conta a genética por 40% das diferenças individuais na resposta do cortisol a situações desconhecidas. O cortisol é um hormônio do estresse produzido em novos contextos, imprevisíveis ou incontroláveis. Em contraste, se as crianças são criadas em circunstâncias familiares difíceis, o ambiente completamente substitui o efeito genético como se tivesse estabelecido um condicionamento programado hormonal ao estresse.
Os pesquisadores já assumiu que a variabilidade na produção de cortisol entre os indivíduos expostos às mesmas condições de estresse dependeu tanto fatores genéticos e ambientais. A fim de estimar precisamente estas contribuições genéticas e ambientais, que estudaram 130 gêmeos idênticos que compartilham 100% de seus genes e 216 gêmeos fraternos que compartilham cerca de 50% de sua composição genética. Cada criança, acompanhada por sua mãe, foi levado para uma sala, e depois, sucessivamente, expostos a um palhaço e um robô ruidosos. "Estes não são eventos traumáticos, mas eles são suficientes para causar mudanças de comportamento na maioria das crianças dessa idade", explicou o professor Boivin.