O sono curto e fragmentado associou com o risco elevado de aterosclerose assintomática

Dormir menos de seis horas ou acordar diversas vezes na noite são associados com um risco aumentado de aterosclerose assintomática, que silenciosamente endurece e reduz as artérias, de acordo com resultados do estudo de PESA apresentado hoje no congresso 2018 do ESC.

O Dr. Fernando Domínguez, autor do estudo, do centro nacional espanhol para a pesquisa cardiovascular (CNIC) no Madri, disse: “Os hábitos ruins do sono são muito comuns em sociedades ocidentais e os estudos precedentes sugeriram que o sono curto e longo estivesse associado com um risco aumentado de doença cardiovascular. Contudo, há uma falta dos grandes estudos que mediram objetiva o sono e a aterosclerose subclinical.”

O estudo de PESA registrou 3.974 adultos de meia idade saudáveis que vestiram um monitor da actividade da faixa por sete dias para gravar a qualidade e a quantidade do sono. Foram divididos em cinco grupos de acordo com a proporção de sono fragmentado, e quatro grupos que designam as horas médias dormiram uma noite: menos de seis (muito curto), seis a sete (curto), sete a oito (a referência), e mais de oito (por muito tempo). A aterosclerose foi avaliada em artérias do pé e do pescoço usando o ultra-som tridimensional.

A idade média dos participantes era 46 anos e 63% eram homens. Após o ajuste para factores de risco e factores cardiovasculares convencionais da confusão do potencial, incluindo a idade, o género, o moderado à actividade física vigorosa, o índice de massa corporal, estado de fumo, consumo do álcool, pressão sanguínea, nível da educação, níveis da glicemia, colesterol total, consumo total da caloria pelo dia, estado civil, contagens do questionário do esforço e da depressão e risco obstrutivo da apnéia do sono (contagem de STOP-BANG), os dorminhocos muito curtos tiveram significativamente mais aterosclerose do que aqueles que obtiveram sete a oito horas (relação das probabilidades [OU] 1,27, o intervalo de confiança de 95% [CI] 1.06-1.52, p=0.008).

Aqueles no quintile o mais alto do sono fragmentado eram mais prováveis ter secções múltiplas das artérias com a aterosclerose comparada àquelas no mais baixo quintile (OU em CI 1.09-1.64 de 1,34, de 95%, em p=0.006).

O Dr. Domínguez disse: “Povos que tiveram curto ou o sono interrompido era igualmente mais provável ter a síndrome metabólica, que refere a combinação de diabetes, hipertensão, e obesidade, e descreve um estilo de vida insalubre.”

Concluiu: A “falha obter bastante sono e desassossego durante a noite deve ser considerada factores de risco para obstruir ou reduzir das artérias. Os estudos são necessários encontrar se dormindo bem e o suficiente podem impedir ou inverter este efeito nas artérias. Entretanto parece apreciável tomar etapas para obter um sono de boa noite - tal como ter um estilo de vida fisicamente activo e a evitação do café e de alimentos gordos antes das horas de dormir.”

Source: https://www.escardio.org/The-ESC/Press-Office/Press-releases/Short-and-fragmented-sleep-linked-to-hardened-arteries